Mostrando postagens com marcador campinas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campinas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Grupo Matula de Barão Geraldo (Projeto de Formação)

Barão Geraldo, distrito da cidade de Campinas, há 10 anos transformou-se num pólo da produção teatral paulista. Muitos artistas formados pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) formaram grupos de pesquisa e produção cênica e se instalaram nesta região, inspirados pelo sucesso do grupo LUME, de Luis Otávio Burnier.
Um destes coletivos de Barão é o "Grupo Matula de Teatro". Desde 2000 os Matulas têm trabalhado com espetáculos e projetos de formação.
A partir de março, o grupo inaugurará o "Projeto de Ocupação Teatral II". Durante 20 encontros, de março a agosto, os integrantes formularão as "poéticas da casa", culminando com 3 semanas de temporada no Espaço Cultural Rosa dos Ventos. Estes encontros serão sempre às terças-feiras, à noite, e custarão R$180,00 mensais.
De acordo com Erika Cunha, " o público do projeto em 2012 foi bastante diversificado. A mais nova tinha 19 anos, mas também tinha gente com 50".

Imagem: site Matula

O interessante do Projeto é a proposta de integrar a criação com a formação, pois não se limita ao fazer artístico.
Para participar da seleção escreva para grupomatulateatro@gmail.com ou ligue: (19)3305.8372

Extraído do site http://grupomatulateatro.com/ :

POÉTICAS DA CASA – PROJETO DE OCUPAÇÃO II

É uma oficina-montagem que tem como proposta, a formação integrada do artista de teatro dentro e fora da cena. A cada ano um tema é escolhido e a pesquisa se inicia pela investigação dos cômodos de nossa casa/sede, o Espaço Cultural Rosa dos Ventos. A conclusão da oficina tem como resultado a realização da temporada do espetáculo.
Público alvo: atores, estudantes de teatro que já possuam alguma experiência (cursos livres de teatro, cursos profissionalizantes).
Período de realização: O curso dura 6 meses (março a agosto), de 05 de março a 25 de agosto, incluindo a temporada do espetáculo. As aulas acontecem às terças-feiras, das 19h às 22h e a temporada acontece em agosto, em datas e horários a combinar.
Investimento: R$ 180,00/mensal
Para se inscrever no curso, é necessário enviar um e-mail para producao@grupomatulateatro.com para receber informações sobre matrícula e formulários de inscrição.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Lançamento de “Arte e Vida Pública” em Campinas reúne cerca de 100 pessoas

No começo da noite do dia 26 cerca de 100 pessoas foram ao debate “Arte e Vida Pública – 10 anos da lei de fomento ao teatro para a cidade de São Paulo”, organizado pelo movimento Levante Cultura. O evento marcou o lançamento do livro “Teatro e Vida Pública – O fomento e os coletivos teatrais de São Paulo” na cidade de Campinas.
Com mediação de Tiche Vianna, diretora do grupo campineiro Barracão Teatro, participaram do debate Luis Carlos Moreira, um dos redatores da lei, e os organizadores do livro Maysa Lepique e Flávio Desgranges. Estiveram presentes também o futuro secretário de cultura Ney Carrasco e vereadores da cidade.
Tiche Vianna acredita que a presença do futuro secretário marca uma mudança de postura da prefeitura de Campinas: “É a primeira vez em oito anos de briga que um secretário toma a iniciativa de participar de uma discussão. Então a gente espera – e a gente vai trabalhar para isso – que haja de fato um diálogo”, pontua.

Fundos para a Cultura

Segundo Tiche Vianna, Campinas dispõe anualmente cerca de R$ 1,6 milhão em fundos de investimento cultural, montante dividido entre todas as áreas. “Esse edital, na verdade, nasceu para abafar um grande movimento que estava fazendo barulho na cidade de uma maneira muito ampla, porque há alguns anos não estava acontecendo nada em termos de cultura”, comenta. Com isso, após a criação do edital, as companhias artísticas da cidade passaram a direcionar seus esforços na elaboração de projetos e a discussão sobre outras políticas públicas culturais acabou ficando em segundo plano.
O debate sobre a Lei de Fomento faz parte da retomada das discussões sobre a “conformação de um paradigma na construção de uma política pública cultural” na cidade. “Para a gente era interessante ter um pouco dessa história [da lei em São Paulo], para ver que a luta é permanente. Trazer para a gente conhecimento e ampliar um pouco o pensamento da galera daqui de Campinas”.
Os integrantes do movimento Levante Cultura, fundado em 2009, querem criar criar em Campinas uma lei que assegure investimento público em produções continuadas. Por isso, eles têm como modelo a Lei de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo. “Eu não sei se a gente consegue fazer exatamente uma lei de fomento, mas a Lei de Fomento é um ponto de reflexão e partida para que a gente faça a lei que é necessária para nós”, comenta Tiche Vianna. Entre as razões de sua descrença na elaboração de uma lei exatamente igual à de São Paulo está o corporativismo da política campineira.
No entanto, Tiche se mantém otimista em relação ao quadro político da cultura no estado. “Eu acho importante que os grupos no interior do estado de São Paulo estejam criando vários movimento que começam a se organizar, que têm se encontrado. Essa rede de mobilização atrás de uma política pública, de responsabilidade do Estado, tem se alastrado”, finaliza.
fonte: http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=7856